sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Brasil século XVIII - Pirenópolis

Brasil século XVII - Pirenópolis

Este projeto desenvolve a habilidade de reconhecer em objetos e construções, elementos que nos fazem compreender a história do Brasil.

A escola busca desafios, estando aberta ao novo, implementando as aulas viagens e lugares históricos, que colaboram com o processo de ensino-aprendizagem, sempre em consonância com a proposta pedagógica da escola. Desta forma, entendemos que uma viagem a uma cidade patrimônio histórico da humanidade, pode ser um meio de retomar o passado e levar o aluno a sair da habitual sala de aula, conhecendo monumentos históricos que os ajudem a fazer essa viajem no tempo.

Para estudar o passado de um povo, de uma instituição, de uma classe, não basta aceitar ao pé da letra tudo quanto nos deixou a simples tradição escrita. É preciso fazer falar a multidão imensa dos figurantes mudos que enchem o panorama da história e são muitas vezes mais interessantes e mais importantes do que os outros, os que apenas escreveram a história[i].

Sérgio Buarque de Holanda

A realização deste projeto, apresenta potencial para desenvolver diferentes habilidades e competências do educando, pois promove uma aprendizagem concreta e dinâmica, conhecendo a história do estado e do país com a vivência de diversas situações trabalhadas no cotidiano da sala de aula e fora dela em um ambiente tombado como patrimônio histórico e que vive nos primórdios de nossa história.

Em história conhecemos melhor o Brasil no período da colonização e período em que nosso país enriquecia a metrópole com seus engenhos de açúcar, e fazendas de café. Tratamos da mineração, das viagens dos bandeirantes, e o surgimento com isso de várias cidades goianas como: Formosa, Cidade de Goiás, Corumbá, Itaberaí, Pirenópolis entre outras que nos encantam e nos levam a sentir o cheiro que ecoava a séculos atrás. Um passeio à Pirenópolis é muito proveitoso em vários sentidos; histórico, cultural, gastronômico, etc. Uma visita a uma cidade como esta faz com que os alunos abstraíam e se reportem ao momento histórico que estamos estudando. Imagens variadas, filmes, novelas e jornais não têm o mesmo efeito como conhecer de perto uma cidade que viveu o passado, faz parte de nossa história e ajuda na construção de nossa identidade. Nós os levaríamos a entender e vivenciar não só a história de nosso estado, mas a história de nosso país que não é devidamente valorizada e respeitada como deveria.

Nesta viagem conhecemos a famosa Fazenda Babilônia, que foi a maior empresa agrícola do Centro-Oeste e um dos maiores engenhos de cana do Brasil. Além de saborear um café da manhã tipicamente goiano com toques colonias em uma paisagem estonteante.

Apesar de um período de inatividade econômica, Pirenópolis manteve as tradições, as atividades culturais e as festas populares que a destaca das outras cidades desde os tempos de sua fundação. Foi em Meia Ponte (Pirenópolis) que surgiu a primeira biblioteca pública; o primeiro professor público de boas letras, para ensinar a população a ler; o primeiro jornal do Centro-Oeste e o primeiro do Brasil a ser editado fora de uma capital, o A Matutina Meiapontense, que servia de correio oficial para a Província de Goiás e de mato Grosso; o primeiro cinema, o Cine-Pireneus; e três teatros na virada do século XIX para o XX. Com tudo isso Pirenópolis, ganhou a fama de Berço da Cultura Goiana.

Oportunizar situações em que as crianças vivenciem o que não é comum em seu cotidiano, andar por ruas de pedras encaixadas por escravos, conhecer uma fazenda que trás em sua arquitetura as marcas da opressão aos escravos e da riqueza econômica que vivia o Brasil colonial. Pirenópolis e a Fazenda Babilônia nos aproximam do passado vivido no Brasil colonial, nos faz lembrar de uma época que não vivemos mas que conhecemos por meio de filmes e livros.

Os objetivos de tal projeto é reconhecer a importância da preservação do Patrimônio Histórico, é despertar a curiosidade e mostrar a importância dos escravos e senhores de engenho, entre outros que fizeram parte desse processo para a nossa história; valorizar e respeitar nossa história por meio de monumentos arquitetônicos, entre outros. Pretendemos entender que a história não é uma matéria isolada, pois por meio da arte, das noticias, do clima, e diversas outras coisas, temos elementos para compreender o passado;

O Aluno perceberá a importância da história, poderá melhorar a leitura de imagens, monumentos e paisagens, tendo a percepção da importância da preservação de patrimônios históricos e culturais.

Fonte:

Disponível em: < http://www.pirenopolis.com.br/>. Acesso em 8 de Setembro. 2011



[i] Introdução às memórias de Thomas Davatz. In Maria Odila Leite da Silva Dias (org.). Sérgio Buarque de Holanda. São Paulo: Ática, 1985, p. 174